A tecnologia chegou nas cantinas das escolas. Pelo menos, se depender do ex-engenheiro da Ambev, Henrique Mendes, essa é uma realidade que deve se expandir. A sua fintech criou uma carteira digital para as cantinas.
Funciona da seguinte maneira: os pais depositam uma quantia variável em uma conta feita para o filho. O filho recebe um cartão com senha e o utiliza para a compra do alimento. No fim da semana os pais podem saber exatamente quanto os filhos gastaram com a alimentação, com a tranquilidade que o dinheiro não foi gasto para outro fim, e os donos de cantinas podem usar o sistema para ter mais facilidade na hora de fechar o caixa ou fazer o balanço da semana.
O nome do cartão é Nutrebem. Os pais também têm a opção de acompanhar em tempo real os gastos do filho, além de uma novidade inovadora: bloquear a aquisição de alguns alimentos, no caso do filho ter alguma restrição por obesidade, diabetes, alergia ou pressão alta. Isso ajuda os pais e até esmo a escola, a não terem problema com o estudante doente por causa da ingestão de algo que ele já sabia que não podia consumir por uma questão de saúde, mas acabou comprando sem os pais saberem.
Os pais também podem limitar os gastos do filho, estipulando um valor máximo diário, assim não precisam ficar repondo o valor gasto antes do tempo e ainda ensinam os filhos a fazerem economia.
Atualmente a Nutrebem atende cerca de 300 escolas e possui totens espalhados nas cantinas. A empresa estima que até dezembro some um total de R$35 milhões em transações alimentícias nas escolas participantes. A ideia também é que a iniciativa se espalhe cada vez mais para outras cantinas.
O próximo passo de Henrique Mendes é levar o aplicativo da Nutrebem até as escolas, a fim de que os alunos possam pedir os seus lanches pelo celular, garantindo muito mais conforto e rapidez no atendimento. O sistema de cartões também pode ser adquirido por prefeituras, de forma que todas as escolas municipais sejam atendidas pela empresa, bem como por redes de escolas particulares.