Em um acordo firmado entre os ministros da UE (União Europeia) no dia 9 de abril deste ano, foi anunciado a injeção do valor de 500 bilhões de euros para atender às economias ligadas ao bloco que estão sendo afetadas pela pandemia de coronavírus. As notícias sobre a injeção de recursos destinados aos países do bloco europeu foram divulgadas na primeira quinzena do mês de abril deste ano. O acordo foi firmado após incansáveis disputas entre os líderes do bloco que temem forte recessão este ano.
A Alemanha, considerada uma das maiores potências do bloco e um dos países menos afetados pela pandemia, colocou os pés no chão para por fim na forte oposição da Holanda em relação à fixação de condições que privam o uso do crédito emergencial destinado aos governos neste momento. Entretanto, o acordo firmado entre os países da UE não fala sobre a emissão coletiva da dívida para financiar essa injeção de recursos anunciada.
Itália, Espanha e França, os países mais afetados do bloco até o momento, lutam para que a emissão da dívida seja conjunta, mas Áustria, Holanda, Finlândia e Alemanha lançaram um sinal de alerta sobre essa medida. O acordo somente questiona os líderes do bloco se “novos instrumentos financeiros” devem ser utilizados neste momento.
No dia 9 de abril deste ano, Giuseppe Conte, primeiro-ministro italiano, alertou que a existência da UE está ameaçada se o bloco não se unir para combater a pandemia e a recessão da economia no continente.
Há mais de um mês, líderes da União Europeia estão em desacordo quanto às medidas efetivas para lidar com a pandemia de coronavírus. As discussões sobre dinheiro, restrições de fronteiras, uso de equipamentos médicos e a restrição comercial entre os países do bloco, têm se tornado cada vez mais complexas e sem uma medida conclusiva ao longo da disseminação do vírus entre os países do bloco.
Na Alemanha, Angela Merkel, atual chanceler alemã, revelou para alguns ministros do bloco que está apta a assinar os acordos necessários para contornar a crise na Europa. “Esse é um momento de solidariedade na Europa, um dos continentes mais afetados pela pandemia”, afirma a chanceler.