Segundo os dados divulgados no final de julho pelo Banco Central do Brasil (BC), as contas externas do país registraram saldo negativo em junho: de US$ 4,029 bilhões. Em junho de 2023, esse déficit nas transações correntes — que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda com outros países — havia ficado em US$ 182 milhões.
Em matéria sobre o assunto que reportou os dados do BC, a Agência Brasil explicou que essa piora observada na comparação interanual é resultado da queda de US$ 3,3 bilhões no superávit comercial, principalmente em razão da redução no valor das exportações. “Contribuindo para o resultado negativo nas transações correntes, os déficits em serviços e renda primária (pagamento de juros e lucros e dividendos de empresas) aumentaram em US$ 399 milhões e US$ 46 milhões, respectivamente. A renda secundária também teve redução no superávit, de US$ 148 milhões”, acrescentou o texto publicado no dia 25 de julho pelo canal de notícias.
No que se refere ao período de 12 meses encerrados em junho, as informações do BC são que o déficit em transações correntes somou US$ 31,453 bilhões, 1,41% do Produto Interno Bruto (PIB) — frente ao saldo negativo de US$ 27,605 bilhões (1,23% do PIB) no mês passado. “Já em relação ao período equivalente terminado em junho de 2023, houve diminuição; na ocasião, o déficit em 12 meses somou US$ 39,281 bilhões (1,93% do PIB)”, pontuou a Agência Brasil.
A reportagem completa da Agência Brasil apresenta essas e outras estatísticas do Setor Externo publicadas pelo Banco Central.
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