Dados divulgados no último dia 17 de maio pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) apontaram que, até a data em questão, cerca de 2,8 mil médicos de todo país já haviam se inscrito como voluntários para atender a população do Rio Grande do Sul (RS) na maior catástrofe climática já vivida pelo Estado.
Nos últimos dias de abril, os gaúchos começaram a sofrer os impactos da maior enchente da sua história que, segundo dados da Defesa Civil do estado, afetou mais de 90% do RS, desalojando cerca de 540 mil pessoas de suas casas. A tragédia atingiu em torno de 2,3 milhões de gaúchos e, até o balanço das 9h do dia 18 de maio, 155 óbitos haviam sido confirmados — sem contar as inúmeras vidas perdidas entre os animais.
Por conta disso, a atuação de voluntários das mais diversas áreas na região sul se tornou de suma importância para colaborar com as equipes de saúde do local. Especificamente na área médica, o CFM informou que, até o dia 17 de maio, já havia o registro de 2.804 médicos inscritos para a tarefa.
“A cada hora, surgem novos voluntários. A maior parte deles é de São Paulo (738), Minas Gerais (329) e do próprio Rio Grande do Sul (264). A maioria (1.498) tem até 35 anos de idade e 1,6 mil (57%) são mulheres”, detalhou, na ocasião, o Conselho Federal de Medicina. “Há médicos habilitados para os atendimentos básico, especializado, em UTI [Unidade de Terapia Intensiva] e medicina legal, entre outros. Além disso, 59% têm experiência em calamidade pública”, acrescentou a entidade.
Ainda segundo as notícias do CFM, em relação às especialidades, mais de 150 dos médicos inscritos até então eram especialistas em cirurgia geral e 200 em clínica geral. Mais de 26% haviam dito ter disponibilidade imediata para iniciar os trabalhos voluntários e 28% relataram que poderiam começar dentro de uma semana. Os profissionais também informaram o tempo que poderiam ficar atuando no Rio Grande do Sul: 28% poderiam permanecer por até 15 dias; 10% poderiam ficar até 30 dias; e 18% poderiam ficar por tempo indeterminado.