De acordo com os dados do Banco Central do Brasil (BC), apresentados no início de fevereiro, as contas externas do país sofreram uma redução de US$ 19,6 bilhões no déficit em 2023, ante 2022. Segundo a entidade, o déficit em transações correntes somou, no ano passado, US$28,6 bilhões, ou 1,32% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro — enquanto que, no ano anterior, esse valor foi de US$48,3 bilhões, ou 2,47% do PIB.
“A redução de US$19,6 bilhões no déficit deveu-se à ampliação de US$ 36,4 bilhões no superávit da balança comercial e à redução de US$ 2,0 bilhões no déficit de serviços, compensados parcialmente pelos aumentos nos déficits de renda primária, US$ 15,9 bilhões, e renda secundária, US$2,9 bilhões”, explicou o BC.
No último mês de dezembro, por sua vez, as transações correntes do balanço de pagamentos foram deficitárias em US$ 5,8 bilhões, ante déficit de US$ 7,5 bilhões em dezembro de 2022.
Ainda de acordo com as notícias do Banco Central, a balança comercial de bens foi superavitária em US$7,3 bilhões em dezembro de 2023, ante saldo positivo de US$2,9 bilhões em dezembro de 2022. “As exportações de bens totalizaram US$29,1 bilhões, aumento de 7,4% na comparação interanual, enquanto as importações de bens recuaram 9,8%, na mesma base de comparação, totalizando US$21,8 bilhões”, frisou a entidade. Já no ano de 2023, as exportações de bens registraram o maior valor da série histórica, acentuou o BC — US$344,4 bilhões, alta de 1,2% em relação a 2022 — enquanto as importações somaram US$263,9 bilhões, recuo de 10,9% nessa mesma base de comparação.
Esses e outros dados e informações a respeito do assunto estão disponíveis na íntegra da publicação feita pelo Banco Central do Brasil.